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Tecnologia se adapta ao publico feminino


A indústria de bens de consumo – duraveis ou não – há tempos percebeu que, diferentemente do que acontecia há algumas  decadas, hoje a decisão de compra está nas mãos das mulheres. O mercado já trabalha com margens acima de 80%, ou seja, apenas em 20% quem dita as regras do que entra em casa é o homem. Na maioria absoluta dos casos, é das bocas femininas  que vem a palavra final, mesmo quando o tema em questão é, por exemplo, automoveis, departamento que sempre foi considerado primordialmente masculino. Hoje, as mulheres já entram com autoridade em concessinarias e oficinas para discutir não só acessorios, mas peças e o conserto destas. Diante do inegavel, são cada vez mais comuns as empresas lançarm produtos que tenham a cara da mulher moderna, que é feminina, delicada e, como não podia deixar de ser, resistente. E, o que é melhor, a indústria descobriu que não é preciso ser “mulherzinha” (no sentido pejorativo da palavra) ou espalhafatoso para ser... Feminino.

No amplo universo da tecnologia, foi a internet a primeira a refletir com clareza a importância do publico feminino: do ano 2000 ao ano de 2006, a participação feminina aumentou, segundo o Ibope NetRatings, de 42% para 48% dos internautas brasileiros. Primeiramente entre 2005 e 2006, o numero de frequentadores do sexo feminino na web nacional cresceu vertigionosamente, competindo páreo a páreo com os internautas da terceira idade, outro publico que cresce a cada dia. O percentual de mulheres internautas registrado pelo ultimo censo do Ibope é o maior registrado desde  o inicio da medição do instituto nas residencias brasileiras. O interesse por tão importante publico pode ser medido pela quantidade de novos portais voltados exclusivamente para as mulheres. Mais do que discutir beleza, saude, vida amorosa e moda, os sites já as tratam como segmento primordial de vendas e, para elas, criaram ate shoppings virtuais especificios e estrategias de marketing diferenciadas.

Outra sacada da indústria foi perceber que, hoje, as mulheres gostam tanto de tecnologia quanto os homens. Quanto a isso, um estudo interessante pode exemplificiar perfeitamente bem: uma pesquisa realizada pela empresa Oxygen Network mostrou que, nos Estados Unidos, 86% das mulheres preferem comprar um camera digital de boa qualidade a outras novidades da moda como... sapatos! Sim, foi-se o tempo em que a mulher gastava a graninha extra do mês com cosmeticos ou roupas da moda. Agora, elas querem estar antenada com os lancamentos da tecnologia, seja cameras digitais ou celulares.

Felizmente para o sexo feminino, o cenario está mudando, se é que já não mudou radicalmente. As cores ficaram mais suaves e detalhe ate então impensado começaram a aparecer em estruturas outrora palidas ou escuras demais. Telefones celulares femininos ganharam adereços como cristais incrustados, estampas e carcaça forrada de tecido, alem das cores  exiticas, e já são visiveis nas prateleiras de lojas e quiosques de operadoras, agradando aos olhos e conquistando as carteiras. Os notebooks tambem já começam a aparecer em versões delicadas – já há modelos mais delgados e em cores suaves, como o rosa claro, fugindo dos obvios preto e prateado.

E se o masculino mundo doa desktops se rendeu a mudança não poderia deixar de chegar as peças que os compõem: o mercado foi alem e já alem e já lancou gabinetes de computadores cor de rosa e cin superficies internas arredondadas para evitar cortes, assim como mouses estampados ou menores (ideias para não cansar as mãos), alem de teclados floridos e com numero menos de teclas, para evitar o desgate ergonomico das mãos femininas. Detalhes aparentemente pequenos que, no entanto, podem significar a diferença entre um escritorio “formal” e um ambiente com a cara da dona. Ou da familia inteira, já que em decoração de ambientes domesticos a escolha continua a cargo das mulheres.

E para carregar tocador de musica digital, pen drive, canetas, notebook (colorido), celular, cabos e cia, nada como uma bolsa desenhada especialmente para o transporte, com classe. Nada como substituir a velha mochila de guerra por uma bolsa estampada e cheia de classe, ainda mais quando a mulheres em questão é uma executiva que precisa carregar nos ombros os aparelhos essenciais para a sua profissão, mas não quer perder a classe.

A  mudança no desenho dos produtos tecnologicos – de acessorios a perifericos – vai muito alem do visual, que mescla com elegancia cores e detalhes floridos: a anatomia feminina é diferente, as mãos e os dedos são mais delicados, pedindo equipamentos que se adequem, inclusive, á presença de unhas longas – e que mulher não adora uma mão bem feita? No universo da telefonia celular, era facil constalar, há alguem anos, erros classicos que foram sendo corrigidos com o tempo: marcas como Siemens e Samsung, por exemplo, chegaram a lançar modelos coloridos, dotados de funções como contador de calorias, calculo de indice de massa corporal (IMC) e até telas que se transformam espelho. No entanto, as teclas que se transformam espelho. No entanto, as teclas não ajudavam muito – seu tamanho diminuto prejudicava a digitação dos numeros e das letras. Resultado? A usuaria acaba tendo que escolher entre a digitação e as unhas.

O resultado de anos de aprendizado de uma indústria outrora masculina é um maior respeito ao publico que hojé é, senão o mais potencial. Não podia ser diferente.

 


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