Memoria DDR2
DDR2 é a sigla para Double Data Rate 2. Trata-se de uma espécie de "substituto natural" das memórias DDR, uma vez que, em comparação com esta última, a tecnologia DDR2 traz diversas melhorias. Seu desenvolvimento foi
feito pela JEDEC, um grupo criado por fabricantes para definir padrões de
produtos da indústria de semi-condutores.
Embora os pentes de memória de ambos os tipos pareçam iguais numa primeira
olhada (pois possuem o mesmo tamanho), na verdade, não são. Para começar, o
tipo DDR tem 184 terminais e o DDR2 conta com 240 terminais. Além disso,
aquela pequena abertura que há entre os terminais está posicionada em um
local diferente nos pentes de memória DDR2, como mostra a imagem a seguir.
Uma outra diferença visível nos módulos de memória DDR2 é o tipo de
encapsulamento usado: o FBGA (Fine pitch Ball Grid Array). Esse tipo é
derivado do padrão BGA e sua principal característica é que os terminais do
chip são pequenas soldas. A vantagem disso é que o sinal elétrico flui mais
facilmente e há menos chances de danos físicos. A memória DDR usa um
encapsulamento conhecido como TSOP (Thin Small Outline Package).
A memória DDR2 também merece destaque pelo seu menor consumo de energia
elétrica. Enquanto o tipo DDR trabalha à 2,5 V, a tecnologia DDR2 requer 1,8V. Por causa disso, a memória DDR2 acaba tendo melhor desempenho no controle
da temperatura.
Freqüências da memória DDR2
Módulo de memória DDR2 da SimpleTechAs memórias DDR são comumente
encontradas nas freqüências de 266 MHz, 333 MHz e 400 MHz. Por sua vez, o
padrão DDR2 trabalha com as freqüências de 400 MHz, 533 MHz, 667 MHz e 800
MHz (esses eram os tipos existentes até o fechamento deste artigo). Na
verdade, tanto no caso da memória DDR quanto no caso da memória DDR2, esses
valores correspondem à metade. A explicação para isso é que ambos os tipos
podem realizar duas operações por ciclo de clock. Grossamente falando, é
como se a velocidade dobrasse.

Em relação à velocidade como um todo, é necessário também considerar o "CAS
Latency" (latência do CAS - Column Address Strobe). Em poucas palavras,
trata-se do tempo que a memória leva para fornecer um dado solicitado.
Assim, quanto menor o valor da latência, mais rápida é a "entrega".
Nas memórias DDR, a latência pode ser de 2, 2,5 e 3 ciclos por clock (saiba
mais sobre clock aqui). Nas memórias DDR2, a latência vai de 3 a 5 ciclos de
clock. Isso significa que, nesse aspecto, a memória DDR2 é mais lenta que a
DDR? Na prática não, pois as demais características do padrão DDR2,
especialmente seus valores de freqüência, compensam essa desvantagem.
Há ainda um recurso nas memórias DDR2 que deve ser citado: o Additional
Latency (AL) ou "latência adicional". Esta é usada para permitir que os
procedimentos ligados às operações de leitura e escrita sejam feitos até
"expirar" o tempo da latência do CAS mais a latência adicional. É como se
houvesse um aumento do prazo para tais operações. Assim, a medição da
latência deve considerar a soma desses dois parâmetros para se obter um
total.
No padrão DDR2, a terminação resistiva na placa-mãe não se mostrou
eficiente, pelas características físicas desse tipo de memória. Diante desse
problema, foi necessário estudar alternativas e então surgiu o ODT. Nessa
tecnologia, a terminação resistiva fica dentro do próprio chip de memória.
Com isso, o caminho percorrido pelo sinal é menor e há menos ruídos, isto é,
menos perda de dados. Até a placa-mãe acaba se beneficiando dessa
tecnologia, já que um componente deixa de ser adicionado, reduzindo custos
de desenvolvimento. Esse é mais um motivo pelo qual a memória DDR2 não é
compatível com o padrão DDR.
Nomenclatura
Em relação à nomenclatura, as memórias DDR2 seguem praticamente o mesmo
padrão das memórias DDR, como mostra a tabela a seguir:
Freqüência Nomenclatura
400 MHz DDR2-400 ou PC2-3200
533 MHz DDR2-533 ou PC2-4300
677 MHz DDR2-677 ou PC2-5300
800 MHz DDR2-800 ou PC2-6400
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